quarta-feira, 1 de julho de 2015

Amor em Centro Urbano

Dois corações insanos de amor correndo em pleno centro de uma cidade. Enquanto sérios cérebros iam apressados a seus afazeres, aprisionados em ciclos; esses dois corações corriam despreocupados, brincavam, palpitavam um para o outro, doando a vida e recebendo-a. Com os encontros e desencontros riam, pois mesmo distantes estavam sempre conectados. 
Como uma melodia, cada nota suavemente era tocada por cada coração que juntos formavam acordes, num intenso frenesi que então transformou a sinfonia na mais bela harmonia já vista. Eles dançavam, adormecidos do mundo ao redor, se aconchegavam e seguiam o ritmo da música feita pelo tambor dos corações apaixonados. Sem maldade, cobranças, preocupações... Minto eu, existia a preocupação, o medo da perda, mas bem, almas conectadas tão fortemente sempre se reencontram para se amar de novo e de novo. E eles continuavam a correr, ansiosos para mostrar mundos e mais mundos um ao outro. Se amaram então, até o anoitecer, ficou tarde. Ele carregou-a nos braços em pleno centro urbano, a noite sorria para eles, o vendo os acariciava. Cérebros computadorizados não conseguiam entender aquilo que aconteciam em seus olhos, outros então, sorriam, admiravam. Amores sublimes tendem a trazer olhares de todos os tipos. O céu inteiro enegreceu, carros e ônibus acendiam seus faróis. A luz iluminava-os, os olhos brilhavam, os lábios se deliciavam com os sorrisos... Mas tiveram que se despedir, a hora era chegada. Cada coração tomou seu rumo, mas sempre interligados entre si. Esperando assim, novos momentos e histórias, para juntos, irem viver e ao mundo contar.

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