"Engoli o fel e o fumo em brasa.
Comi a fumaça da cigarrilha em chamas. Observei-me diante do espelho, febril e suave (ao longe, tambores bem tocados, sedimentados e fundamentados, anunciam o anoitecer). É na alta madrugada em mim que nasce a mulher do íntimo do meu ser que gira e nunca para. Inebriada roda fora e dentro do eixo no silêncio devastador. E crava em meu peito o punhal do amor.
Ah, cigana! Me enlaça em tuas tranças negras… Lê meu destino e me diz de uma vez, quem és tu
e quem sou eu…"
Incomprehensibles Thoughts
domingo, 9 de abril de 2017
"Silêncio! ouça o meu silêncio. (Silêncio, silêncio, silêncio.) Agora você leu o meu silêncio dentro da sua cabeça. Você acabou de ouvir o meu silêncio com a sua voz. O meu silêncio foi pra dentro de você, e se você se aproximar mais dele: vai conseguir ouvir minha taquicardia. Taquicardia de você. esse é o meu coração: batendo, batendo, e agora que'u escrevi que ele bate, mesmo quando eu morrer, ele sempre vai bater porque você está lendo que ele está batendo. Batendo através de você. Batendo por você. Consegue entender meu silêncio agora? O silêncio do poeta é o silêncio que grita pra sempre. (batendo, batendo, batendo...)"
Jéssica Paola
Jéssica Paola
Saberás que não te amo e que te amo
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
posto que de dois modos é a vida,
a palavra é uma asa do silêncio,
o fogo tem uma metade de frio.
Eu te amo para começar a amar-te,
para recomeçar o infinito
e para não deixar de amar-te nunca:
por isso não te amo ainda.
Te amo e não te amo como se tivesse
em minhas mãos as chaves da fortuna
e um incerto destino desafortunado.
Meu amor tem duas vidas para amar-te.
Por isso te amo quando não te amo
e por isso te amo quando te amo.
Não sei nem por onde começar, tenho tanto a te dizer. Preciso tanto externar o que sinto. Sei das minhas dificuldades, como me conheces, também tens conhecimento das mesmas. Mas mesmo assim, continuas me cativando sempre mais. Quando penso que não, já estou entregue ao que hoje chamo de amor. Eu queria te agradecer pela paciência comigo, com esse meu jeito e minhas dificuldades em falar, em me expressar, na minha timidez. Preciso te dizer o quanto é importante tudo o que tens feito por mim, desencadeando o que eu jamais pensaria que sentiria, que me permitiria. Então, obrigada de verdade. Pela força que tens pelo nosso "nós", tudo isso nutre esta relação de uma forma sublime. Antes que fiques a esperar um belo poema, te antecipo ao dizer que os poemas não serão verbalizados, e sim sentidos. Aqui nada mais é que uma carta em agradecimento a você, ao "nós". Ao que me arranca lágrimas fácil na mesma medida que me arranca muitos sorrisos, como um que acabou de brotar em meu rosto. Não só no rosto, minha alma sorri ao te ver, ao ouvir tua voz ou até mesmo a pensar em ti. Sei que momentos difíceis virão, sei que nem sempre tudo estará flores. Mas saiba, que, pelo o nós, eu decreto estar preparada para tudo que estiver por vir, pois sendo contigo, nada é além de uma tempestade que logo passa.
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