E na calada de noite tu chegaste
De mansinho, como quem nada quisesse
Foi destrinchando todos os meus emaranhados de pontas
Pacientemente se doou da forma mais singela já vista
Diga-me, tem alguém que resista a demasiada dedicação?
Que consiga se proteger de tamanha atenção?
Tu conseguistes me cativar
Por mais que eu fugisse
Era impossível escapar
E a essa navegação que me convidaste a embarcar
Aceito desde agora navegar
Não posso te dar muito mas te dou minhas palavras
Porque as palavras de um poeta são eternizadas nos olhos de quem a lê
Logo, sempre quando tu fores ler
Terás o meu verbo eternizado e encravado em ti
Obrigada por ser você
Obrigada por finalmente aparecer
Parabéns pelo teu dia
E que todos os dias sejam teus
Não apenas hoje, mas de todas as negritudes das caladas noites até as agitadas manhãs de cada dia da semana
Todos serão teus, faça disto bom proveito
Seja dono do mundo
Transborde nele toda a doçura fixada em seus olhos
Assim, tu continuarás iluminando tudo ao teu redor
Tentando ser breve
Aqui te pago a minha dívida
De te doar meus valiosíssimos verbos
Meu olhar envolto a ti em forma de palavras
Para que teu inocente coração
Seja afogado pela poesia banhada do lirismo
E ter a alegria de saber que ao terminares de ler isto
Abrirás o mais belo sorriso.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Amor em Centro Urbano
Dois corações insanos de amor correndo em pleno centro de uma cidade. Enquanto sérios cérebros iam apressados a seus afazeres, aprisionados em ciclos; esses dois corações corriam despreocupados, brincavam, palpitavam um para o outro, doando a vida e recebendo-a. Com os encontros e desencontros riam, pois mesmo distantes estavam sempre conectados.
Como uma melodia, cada nota suavemente era tocada por cada coração que juntos formavam acordes, num intenso frenesi que então transformou a sinfonia na mais bela harmonia já vista. Eles dançavam, adormecidos do mundo ao redor, se aconchegavam e seguiam o ritmo da música feita pelo tambor dos corações apaixonados. Sem maldade, cobranças, preocupações... Minto eu, existia a preocupação, o medo da perda, mas bem, almas conectadas tão fortemente sempre se reencontram para se amar de novo e de novo. E eles continuavam a correr, ansiosos para mostrar mundos e mais mundos um ao outro. Se amaram então, até o anoitecer, ficou tarde. Ele carregou-a nos braços em pleno centro urbano, a noite sorria para eles, o vendo os acariciava. Cérebros computadorizados não conseguiam entender aquilo que aconteciam em seus olhos, outros então, sorriam, admiravam. Amores sublimes tendem a trazer olhares de todos os tipos. O céu inteiro enegreceu, carros e ônibus acendiam seus faróis. A luz iluminava-os, os olhos brilhavam, os lábios se deliciavam com os sorrisos... Mas tiveram que se despedir, a hora era chegada. Cada coração tomou seu rumo, mas sempre interligados entre si. Esperando assim, novos momentos e histórias, para juntos, irem viver e ao mundo contar.
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