quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Porque se importar simplesmente se transformou em algo de outro mundo. Parece ser tão difícil assim parar pra realmente analisar tudo que nos rodeia e tentar ir mais além do que apenas se confirmar em seguir uma rotina que não quer pra viver de uma forma que não é agradável? Paro pra pensar e vejo o quanto as coisas mudaram, pessoas entram e saem da minha vida com uma velocidade inalcançável. Por que não devo me importar com isso? Era tão mais fácil ser criança e apenas se importar em estar num sítio brincando de subir em árvores. Hoje é tudo tão superficial, as pessoas querem números, status, boa aparência rente aos outros e isso tudo é lamentável. Onde está o amor? O desligar-se de tudo que nos transformam em máquinas e tentar ser mais humano. Mais livre de conceitos, pré-requisitos. É cansativo viver num mundo de superficialidade. Sinto falta dos momentos que mais senti, que vivi de verdade, fui feliz ao extremo e triste ao extremo. Não importa o sentimento, o importante é sentir. E faz falta essa intensidade, todo esse calor. A possibilidade de viver como máquina me assusta. Prefiro a morte precipitada ao ser apenas mais um entre tantos que empurram a vida com a barriga. Não me satisfaz ser mais um peso morto por aqui, não penso e nem trago soluções para o mundo e sequer cogito a possibilidade de me destacar nele. Apenas desejo uma vida tranquila e sem superficialidades. O mais importante é sentir, a ausência de intensidade me leva a insanidade.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Bebi teu desespero a noite toda
Doce é o sabor  transbordando na boca Daquele que se deleita em teus pavores
Fiz disso o meu vício mais sagaz
De todos apenas o teu me satisfez
Apetite que até ontem era insaciável
Hoje teve um final diferente.

sábado, 3 de maio de 2014

Sobre um fim não finalizado

É, a vida muda, a gente muda a vida. Tu tivestes demasiados motivos pra ficar comigo, estar comigo e fazer do meu eu o teu e continuarmos sendo um só. Mas fugiste desse nosso amor brando e intenso. Teimou escapar das minhas mãos, do meu afago tão clichê. Vim te lembrar que tu ainda possui meu coração; esqueceste de me devolver ou preferiu ficar pra si. Quem sabe um dia venha a me dar de volta, a não ser que ainda o queiras pra enfeitar tua estante ou até resolver cuidar dele novamente... Esse maltrapilho coração, já despedaçando. Não faça assim, um órgão nesse estado não tende a durar muito. Veja, já está muito sofrido. Decides-te logo mas caso não queiras, não precisa. A esse patamar o coitado já está desistindo do viver. Poderás então assistir o espetáculo do apodrecer, põe ao menos num pote de vidro pra não feder tua bela casa nem incomodar teus novos amores. Fica a esmo tua decisão.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Foi naquela madrugada mais fria que a sua alma foi revelada. Chorou baixinho pra ninguém escutar, tentava esvaziar toda dor daquele corpo já sofrido. A frustração era notável em seu semblante ao ver que não conseguia mudar isso. Tentou superar, sorriu como todos aconselhavam, tentou apagar a dor de forma masoquista. Surtiu efeito? Mudou algo? Então lá vai ela brincar de ser feliz, foi “feliz” o dia inteiro mas na madrugada a alma veio à tona. Ainda não conseguiu mudar nada? Ah, então não sei mais o que pode ser feito. Uma anestesia agora cairia bem. Cansei, não foi dessa vez.
Por hoje é só.